O Sorriso
Uma linha no horizonte
Uma palavra em minha fronte
Uma vírgula nos regula
O final da frase é só sorriso.
O sorriso é um riso
Riso é religião
Religião é Deus
Seu sorriso é divindade.
Sua imagem se reflete
Na água transparente
Seu sorriso se repete
Repete um riso incandescente.
Indecente um só riso
Sexo termina em riso
Riso é o sexo do sorriso
Amor termina em tudo isso.
Amor é acorde
Sibemol do sorriso
Um riso violão
Vira sorriso de paixão.
Uma criança num sorriso
Sorriso de criança
Meu restinho de esperança
De voltar o riso a ser criança.
Quanto mais infantil o sorriso
Mais servil o riso do sorriso
Quanto mais amor houver nisso
O teu beijo é o riso do meu sorriso.
sábado, 25 de agosto de 2007
Sou eu por Leonardo Baleiro
Sou eu
Sou eu quem me faço rua para ser seu sol rabiscado por giz
Sou eu quem me faço praia para ser teu I love you riscado na areia
Sou eu quem me faço autêntico sem precisar do moderno
Sou eu quem me jogo em tinta para ficar seu Picasso
Sou eu quem me faço letras para ser sua Hilda Hilst
Sou eu quem se torna água doce para virar Catarata
Sou eu quem se afoga no amor para ser um soneto de Vinicíus
Sou eu quem me faço chocolate para você se lambuzar
Sou eu que sou seu devoto para você se tornar santa
Sou eu quem sei quem sou para saber que você vai gostar
E sou eu quem me faço alegria para você não ter que chorar
Sou eu tudo isso e mais um tiquinho para você ter por quem se apaixonar.
Sou eu quem me faço rua para ser seu sol rabiscado por giz
Sou eu quem me faço praia para ser teu I love you riscado na areia
Sou eu quem me faço autêntico sem precisar do moderno
Sou eu quem me jogo em tinta para ficar seu Picasso
Sou eu quem me faço letras para ser sua Hilda Hilst
Sou eu quem se torna água doce para virar Catarata
Sou eu quem se afoga no amor para ser um soneto de Vinicíus
Sou eu quem me faço chocolate para você se lambuzar
Sou eu que sou seu devoto para você se tornar santa
Sou eu quem sei quem sou para saber que você vai gostar
E sou eu quem me faço alegria para você não ter que chorar
Sou eu tudo isso e mais um tiquinho para você ter por quem se apaixonar.
domingo, 19 de agosto de 2007
Saudades por Leonardo Baleiro
Saudades
Sempre me atenho ao que não tenho,
Não sei se por ignorância ou destino,
Nem sei se é teimosia ou desatino,
Sei só,e por só saber já não o sei mais.
Quem tudo quer nada tem,mas tem o quê aqueles que nada querem?
Tem-se a luz onde só há sombras?
Tem-se a rosa onde só há espinhos?
Tem-se a poesia onde não há palavras?
Tem-se sim a dor,partido dos que acham tudo ter
Tem-se o penar,conjugado pelos que julgam
A todos e a si próprio,culpa e
Tem-se o escárnio,escola dos que muito falam sem nada a dizer.
Sei onde o sol se faz mais sol,
Sei onde o mar se faz mais mar,
Sei onde o abraço se faz mais abraço,
Sei onde o amigo se faz amante.
Sei tudo sendo nada,onde o nada se faz lição de vida,
Sei onde a pomba fez morada,onde os humildes fizeram casa
Sei onde Noé construiu sua arca,onde o cenário se faz vida e
Sei,sem saber,e sem precisar saber,onde você se fez amada,
Saudades,saudades,saudades...
Sempre me atenho ao que não tenho,
Não sei se por ignorância ou destino,
Nem sei se é teimosia ou desatino,
Sei só,e por só saber já não o sei mais.
Quem tudo quer nada tem,mas tem o quê aqueles que nada querem?
Tem-se a luz onde só há sombras?
Tem-se a rosa onde só há espinhos?
Tem-se a poesia onde não há palavras?
Tem-se sim a dor,partido dos que acham tudo ter
Tem-se o penar,conjugado pelos que julgam
A todos e a si próprio,culpa e
Tem-se o escárnio,escola dos que muito falam sem nada a dizer.
Sei onde o sol se faz mais sol,
Sei onde o mar se faz mais mar,
Sei onde o abraço se faz mais abraço,
Sei onde o amigo se faz amante.
Sei tudo sendo nada,onde o nada se faz lição de vida,
Sei onde a pomba fez morada,onde os humildes fizeram casa
Sei onde Noé construiu sua arca,onde o cenário se faz vida e
Sei,sem saber,e sem precisar saber,onde você se fez amada,
Saudades,saudades,saudades...
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