domingo, 19 de agosto de 2007

Saudades por Leonardo Baleiro

Saudades

Sempre me atenho ao que não tenho,
Não sei se por ignorância ou destino,
Nem sei se é teimosia ou desatino,
Sei só,e por só saber já não o sei mais.

Quem tudo quer nada tem,mas tem o quê aqueles que nada querem?
Tem-se a luz onde só há sombras?
Tem-se a rosa onde só há espinhos?
Tem-se a poesia onde não há palavras?

Tem-se sim a dor,partido dos que acham tudo ter
Tem-se o penar,conjugado pelos que julgam
A todos e a si próprio,culpa e
Tem-se o escárnio,escola dos que muito falam sem nada a dizer.

Sei onde o sol se faz mais sol,
Sei onde o mar se faz mais mar,
Sei onde o abraço se faz mais abraço,
Sei onde o amigo se faz amante.

Sei tudo sendo nada,onde o nada se faz lição de vida,
Sei onde a pomba fez morada,onde os humildes fizeram casa
Sei onde Noé construiu sua arca,onde o cenário se faz vida e
Sei,sem saber,e sem precisar saber,onde você se fez amada,

Saudades,saudades,saudades...

Um comentário:

karina disse...

Você sabe muito com seu pensamento e olhos de poeta.
Linda poesia. Parabéns pelo blog.
Abraço. Karina