JUNTANDO AS LEMBRANÇAS
Fiz a minha parte. Percorri todos aqueles quilômetros, admirei cada um deles e pratiquei a paciência até a hora do reencontro.
Ao te ver, quanta alegria! Eu nem disfarçava. Seguíamos rumo à cidade santuário, onde nos conhecemos e passamos a nos reencontrar. Lá estava ‘ela’. Especial. Parecia intacta. Tinha pouco e era muito.
Subindo e descendo ladeira, lá íamos nós checar se estava tudo no lugar: a igreja, o relógio de sol, a doceria e tudo aquilo que considerávamos importante. Se faltava alguém no seu posto, queríamos saber direitinho o que tinha acontecido com aquele personagem do nosso cenário.
Depois do check list , íamos explorar as cachoeiras e vistas da Bocaina em busca de pretextos para continuarmos juntos. Adorava quando você parava na estrada pra deixar eu tirar a foto que me ‘dava na telha’. Não escapavam cavalo, vaca ou galinha.
Trocávamos tantos mimos, risos e olhares...
Hoje, exatamente um ano após o último reencontro, já não te procuro por onde passo. Já não espero mais surpresas. Perdemos o último festival de inverno. Me lembro cada detalhe daquele: sopa, fondue, vinho quente, Moisés, shitake, reflexo no cabelo, cães inteligentes, céu estrelado...muita coisa.
Mergulhei na MPB para embalar a saudade.
Essa semana, quando atendi o telefone e ouvi a sua voz nítida, me assustei, não acreditei... era um sonho.
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